Acho que este foi o dia em que fiquei mesmo encantada com o norte do meu país! Ficámos uma noite na Lapa dos Dinheiros e no dia seguinte, antes de voltarmos a partir, fomos visitar mais um dos miradouros da zona. Depois, fizemo-nos à estrada e antes da chegada ao Gerês, parámos em Guimarães para descansar um pouco e tirar umas fotos.
Mas foi quando cheguei ao Gerês que decidi que tinha encontrado o meu sítio preferido em Portugal! Fomos directamente para o apartamento que tínhamos alugado em Vilar de Veiga para tirar toda a bagagem do carro e voltámos ao centro para passear junto ao rio. Nunca pensei que aquele lugar fosse tão bonito!
E não me vou alongar mais, as fotografias falarão por mim!
















Passei estes últimos dias a visitar o norte de Portugal e digo-vos que fiquei encantada! Há muito tempo que queria fazer uma viagem assim e, finalmente, convenci os meus pais de que seria muito mais produtivo do que ir torrar ao sol para o Algarve. Sendo assim, lá fomos nós.
No primeiro dia, arrancámos de casa por volta das nove da manhã rumo à Lapa dos Dinheiros onde alugámos uma casita a um amigo do meu pai. Passeamos um pouco pela Serra da Estrela e visitámos Seia e Manteigas. Consegui tirar fotos mesmo lindas, apesar de não terem grande qualidade. Pelo menos, ficam as memórias. Espero que gostem!
























Como assim já passaram seis meses sem te ver? Seis meses sem ouvir a tua voz? Como é que existo sem ti há seis meses? O tempo passa a correr, mas parece que foi ontem que falei contigo pela última vez.
- Adeus Vó. Vê lá se descansas!
Lembro-me tão bem das últimas palavras que te disse. Lembro-me tão bem dos últimos dias que passei contigo. A mulher forte já tinha perdido contra a doença, mas lá no fundo sei que ainda eras cheia de vida. Vida essa que te escapou das mãos. Não foi culpa tua. Não foi culpa de ninguém. Foi simplesmente a vida.
O nó na garganta já se formou. Ainda não consigo falar de ti sem querer ir a correr para tua casa para te abraçar. Ainda choro de cabeça enterrada na almofada para ninguém ouvir quando penso que vou passar o resto da minha vida sem olhar para ti uma vez mais.
As lágrimas já percorrem o meu rosto. Desculpa não te ter ido visitar ao hospital. Achei que não iria suportar ver-te em sofrimento. Na verdade, acreditei ingenuamente que ainda havia tempo para te ver sorrir. Esse tempo não chegou. Apenas te levou para longe.
Tu sabes que eu nunca aceitei nada que não visse com os meus próprios olhos, sempre fui “ver para crer”, mas quando partiste senti uma necessidade enorme de acreditar que algo maior existe. Precisei e preciso de acreditar que, onde quer que estejas, te encontras bem e protegida, da mesma forma que sempre me protegeste e como eu pensei poder proteger-te nos nossos últimos dias.
Se fizermos bem as contas, sabias que foste a pessoa com quem eu passei mais tempo nos meus vinte e dois anos de vida? Souberam a pouco, agora que penso nisso. Queria uma eternidade contigo.
Foi quando te perdi que entendi que nunca me iria sentir plenamente feliz. Totalmente completa. Uma parte de mim morreu contigo.
Todos os dias me lembro de ti. Umas vezes porque alguém fala de ti, outras porque sinto a tua falta para sempre.
Seis meses e ainda tenho a minha vida pela frente. Ainda tenho tantas coisas para te contar. Um dia destes, agarrei no telemóvel e pensei ligar-te. É estúpido, eu sei, mas queria tanto ouvir a tua voz.
Seis meses e fazes-me falta. Fazes falta a todos nós. Gostava que a Inês e o Pedro pudessem ter vivido tantos momentos quantos os que eu vivi contigo. Gostava que a mãe pudesse ter com quem falar sobre as promoções da semana nos supermercados. Gostava que o tio pudesse ter ido almoçar contigo mais vezes ao domingo. Gostava que o avô não se sentisse perdido. Queríamos uma eternidade contigo.
Seis meses e eu não vejo a hora de te voltar a encontrar.
Amo-te Gorda ❤️
A tua nina

















